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A edição 2018 do Colóquio Internacional de História da Arte: Trompe l’oeil  e quadratura - conceitos, processos operativos e o uso de textos científicos entre o Renascimento e o Rococó", se realizará em Belo Horizonte, entre os dias 11 e 14 de setembro de 2018.

 

 

O evento contará com a participação de prestigiados pesquisadores do Brasil, de Portugal, da Itália, da Espanha e da Colômbia, que através de conferências, mesas redondas e debates, discursarão sobre o estado da arte dos atuais estudos sobre história da arte, pintura, quadratura e ao mesmo tempo, aprofundarão as discussões e análises sobre temas atuais no campo da História da Arte e da História da Ciência

Sobre o evento

 

 

Realização:

Grupo de Pesquisa Perspectiva Pictorum (FAFICH/UFMG)

 

Apoio:

Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (UFMG)

Programa de Pós Graduação em História (UFMG)

 

 

 

Público alvo

Pesquisadores e especialistas que atuam na temática do evento.

Historiadores, arquitetos, museólogos, restauradores, turismólogos e demais profissionais.

Estudantes de pós-graduação e graduação

Público em geral

 

 

Objetivos

1 - Aprofundar discussões e análises sobre temas atuais no campo da História da Arte, da história da ciência e da História da Cultura

2 - Desenvolver novas metodologias de pesquisa

3 - Desenvolver novas  formulações teóricas nesse campo do conhecmento

4 - Proporcionar condições de realização de trabalhos conjuntos entre pesquisadores brasileiros e estrangeiros e alunos de pós graduação

5 - Organizar publicação de pesquisadores brasileiros no campo da História da Arte, da ciência e da História da Cultura

 

 

Justificativa

Dentre os inúmeros congressos sobre História da Arte a pintura teve pouca participação como protagonista. Relacionada com a perspectiva, com a quadratura, com a cenografia, com a arquitetura e também inserida numa secção da história da ciência, foi através de tratados desde o século XVI que a pintura iniciou seu percurso ganhando cada vez mais um sentido glorioso, amplamente definido entre os séculos XVII e XVIII. Era a fase em que passava a ser inserida em textos científicos próprios, diversificando suas especificidades desde as questões técnicas até a produção pictórica da forma. Foi assim que a pintura se posicionou entre as linguagens mais expressivas da civilização da imagem e segue como uma das questões mais desafiadoras. Repleta de questões sociais, filosóficas e religiosas, políticas e sociais, a pintura abarca desde as representações figurativas até a elaboração de uma construção espacial evidenciada nas falsas arquiteturas aplicadas em paredes, tetos abobadados ou em cúpulas, onde os aspectos técnicos são prioritários e não podem ser transcurados.

 

Os conhecimentos dos textos pertinentes à pintura, às questões dos tratados, às variações de técnicas, modelos ou formulários, envolvidos no conceito de “operatividade” estão nitidamente explorados nos centros de produção artística, seja ele o dos grandes mestres ou das mais simples oficinas. O seu universo produtivo avança não somente dentro do continente europeu, mas alastra para a América Portuguesa, América Espanhola, como ainda é evidente a sua manifestação na China

 

Assim, é fulcral iniciar um estudo mais ousado que aborde essencialmente o mundo europeu, mas, contemple igualmente, a difusão deste espectro científico na América e no Oriente. O diálogo científico terá aqui o seu paralelo com o debate cultural. Entretanto, a arte e a técnica estão juntas. Há arte na técnica e técnica na arte. Igualmente há ciência na técnica e técnica na ciência. Interessante notar que, contrariamente aos gregos que separavam radicalmente episteme (ciência) de techné (técnica/arte), o homem moderno irá unir episteme e techné para criar a ciência moderna (scientia). Com efeito, ciência, técnica e arte, embora se apresentem como domínios distintos, têm suas histórias e seus processos de elaboração imbricados. Para a efetiva compreensão da arte torna-se necessário, sob diversos aspectos, a compreensão da técnica e da ciência a ela relacionadas.

 

 
Eixos Temáticos

1 - A arte e sua relação com o meio cultural: questões históricas, filosóficas, culturais e artísticas

 

2 -  A conexão da pintura com os trabalhos de restauro e conservação: um olhar atual

 

3 - A importância da literatura artística como reflexo teórico nos procedimentos práticos da produção artística

 

4 - As especulações técnicas e as experimentações artísticas entre os séculos XVII e XIX